Dívida pública pode ficar próxima de R$ 4 trilhões em 2018, diz Tesouro

Previsão foi divulgada nesta quinta (25) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em 2017, a dívida pública atingiu recorde de R$ 3,55 trilhões, alta de 14,3%.

Após crescer R$ 447 bilhões em 2017 e atingir um total de R$ 3,55 trilhões, a dívida pública do governo federal continuará a crescer e poderá chegar a quase 4 trilhões no fim de 2018, de acordo com números divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta quinta-feira (25).

Se o patamar máximo de até R$ 3,98 trilhões se confirmar, a alta da dívida, neste ano, será de R$ 421 bilhões, o equivalente a 11,8% de aumento. Os números constam no Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública.

O nível de quase R$ 4 trilhões para a dívida no fim deste ano, porém, é o teto. O Tesouro Nacional também informou que o crescimento pode ser menor, de R$ 221 bilhões, para R$ 3,78 trilhões, que é o piso para o patamar da dívida no fim de 2018, ou seja, a alta mínima prevista. Neste caso, a elevação seria de 6,2%.

A dívida pública federal é a contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar pelas despesas que ficam acima da arrecadação com impostos e contribuições.

Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, é chamada de interna. Quando tais operações financeiras ocorrem em moeda estrangeira, usualmente o dólar norte-americano, a dívida é classificada como externa.

Necessidades de financiamento

 

Segundo o Tesouro Nacional, os vencimentos da dívida pública neste ano somam R$ 710 bilhões, dos quais R$ 9,5 bilhões são da dívida externa e R$ 84 bilhões em encargos do Banco Central. Além disso, há uma estimativa de que sejam necessários mais R$ 108 bilhões para “cobertura parcial” do déficit das contas do governo.

Para financiar esses compromissos, estão previstos R$ 186 bilhões em recursos orçamentários (dos quais R$ 130 bilhões em devolução de recursos do BNDES). Com isso, a necessidade líquida de financiamento cai para R$ 637 bilhões em 2017.

 

Retomada do crescimento

 

O Tesouro Nacional avaliou que o ano de 2018 será de retomada do crescimento econômico, maior estabilidade de preços e taxas de juros mais baixas.

“Permanecem, contudo, os esforços direcionados à consolidação fiscal [das contas públicas], que ensejam avanços nas reformas necessárias para o equilíbrio das contas públicas e a sustentabilidade da dívida pública”, acrescentou.

Ainda de acordo com o Tesouro, nesse contexto a administração da dívida pública contribui para o “equilíbrio macroeconômico ao pautar sua estratégia de financiamento pelo objetivo de redução de custos, concomitantemente à manutenção de níveis prudentes de risco”.

O Tesouro Nacional concluiu informando que as diretrizes dessa gestão da dívida pública têm conduzido o perfil da dívida em favor de “baixa exposição cambial” (atrelado ao dólar) e de “participação relevante de dívida com taxas de juros prefixadas ou remuneradas por índices de preços [inflação], sendo estes últimos instrumentos de mais longo prazo”.

Fonte:  G1

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