Trabalhadores aderem à mobilização contra Reforma da Previdência

Categorias decidiram paralisar atividades por 24 horas. No Recife, concentração será na praça Osvaldo Cruz, às 9h

Centrais sindicais e sindicatos de diversas categorias de Pernambuco paralisam suas atividades nesta quarta-feira (15), aderindo à mobilização nacional contrária à Reforma da Previdência, em curso pelo Governo Federal.

A concentração será às 9h, na praça Oswaldo Cruz, bairro da Boa Vista, com presença da Força Sindical de Pernambuco e da Central Única dos Trabalhadores.

No Recife, pelo menos três categorias – professores, metroviários e trabalhadores dos Correios – declararam aderência ao movimento e paralisarão suas atividades por 24h, a partir da 0h da quarta até a 0h da quinta (16).

O Sindicato dos Professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) disse, nesta quarta (15), que convocou a categoria para ir à assembleia geral, mas que fica a carga de cada professor aderir ou não à mobilização. A mesma informação é para o Sindicato dos Técnicos Administrativos da UFPE. Já a UFPE disse que o funcionamento segue normal.

Com a paralisação dos metroviários, decidida em assembleia da categoria, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que as linhas Centro e Sul do metrô do Recife funcionarão das 5h às 9h e das 16h às 20h, horários de pico do sistema. Ainda segundo a CBTU, a Linha Diesel (VLT) não terá operação. A partir da quinta (16), a circulação de trens voltará ao habitual, das 5h às 23h.

Também em assembleia, os trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos decidiram pela paralisação, suspendendo suas atividades por 24 horas em todo o Estado, seguindo o indicativo vindo da federação da categoria.

Trabalhadores em educação de Pernambuco também aderiram à mobilização contra a Reforma da Previdência. A categoria também vai à rua pelo cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional. O ato foi convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Reforma
As categorias protestam contra as propostas da Reforma Previdenciária, entre elas, a que estabelece 65 anos como idade mínima para aposentadoria para homens e mulheres, e a exigência de contribuição por 49 anos para que o trabalhador possa receber o valor integral do salário. Alguns benefícios também poderão ser desvinculados do salário mínimo, diminuindo o valor da aposentadoria ao longo do tempo.

O projeto de reforma da Previdência tramita na Câmara sob a forma de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287. “A reforma prejudica o trabalhador. É um momento de unidade das centrais e de todos os trabalhadores que vão ser atingidos por esta reforma. Ela retira os direitos já conquistados ao longo dos anos”, explica Rinaldo Júnior, presidente da Força Sindical de PE.

Fonte:http://www.folhape.com.br

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