Setor de serviços registra queda de 6,9% em março

Em meio a crise provocada pela pandemia da covid-19, o desempenho do setor de serviços desabou 6,9%, em março, na comparação com fevereiro, conforme dados divulgados nesta terça-feira (12/5). É a segunda queda consecutiva e o pior resultado da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), iniciada em 2011. No mês passado, o segmento registrou queda de 1% na mesma base de comparação. 

 
O resultado foi pior do que a expectativa do mercado que esperava uma queda entre 5,1% e 5,3% na comparação com o mês anterior. Os destaques apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram nos serviços prestados às famílias, com queda de 31,2%, o pior resultado desde o início da série histórica, e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com retração de 9%, dado inferior apenas do resultado de maio de 2019, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros. 
 
A piora nos resultados das empresas do setor de serviços foram sentidos principalmente nos últimos dez dias de março, quando os governos locais começaram a tomar medidas mais fortes de distanciamento social, segundo o IBGE. 
A queda nos segmentos de hotéis e restaurantes, além de transportes aéreos de passageiros e agências de viagens, também impactou o índice de atividades turísticas de março, que caiu 30% em relação a fevereiro. É a retração mais acentuada desde o início da série histórica, também iniciada em janeiro de 2011, segundo dados do IBGE.
 
De acordo com dados do IBGE, 24 das 27 unidades federativas tiveram resultados negativos em março, na comparação com fevereiro. As maiores quedas foram de São Paulo e Rio de Janeiro, de 6,2% e de 9,2%, respectivamente, ” pressionados pelos segmentos de alojamento e alimentação”. Os três impactos positivos vieram do Amazonas, com alta de 1,9%, de Rondônia (3,1%) e do Maranhão (1,1%).
Na comparação com março de 2019, o desempenho do setor de serviços registrou recuo de 2,7% em março de 2020, com retração em duas das cinco atividades de divulgação: serviços prestados às famílias, com queda de 33,4%, e serviços profissionais, administrativos e complementares, com recuo de 3,4%.
 
“Essa taxa negativa de 2,7% interrompe uma sequência de seis taxas positivas. A retração dos serviços prestados às famílias foi pressionada pelos segmentos de hotéis e restaurantes e os serviços profissionais, administrativos e complementares, pressionados pelas empresas de administração de programas de fidelidade, vigilância e segurança privadas, atividades correlacionadas à engenharia, entre outras”, informou o gerente da pesquisa do IBGE, Rodrigo Lobo, no comunicado do órgão.
 

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