Segurados descontentes (Correio Braziliense)

Consumidores estão revoltados com o reajuste estabelecido pela Geap na terça-feira (17). O conselho de administração do plano de saúde, que atende funcionários públicos, aprovou aumento de 37,5%, a partir de 1º de fevereiro de 2016.

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Vilson Antonio Romero, acredita que muitos servidores não conseguirão manter o plano de saúde pela falta de aumento salarial. “Os funcionários não terão aumento em janeiro e se tiverem será em novembro, com um percentual equivalente a 5,5%. Isto inviabiliza a manutenção do serviço”, lamenta.

Ele considera o reajuste abusivo e garante que as medidas judiciais cabíveis estão sendo tomadas para evitar a alta. Pelas contas de Romero, em um curto espaço de tempo 800 mil trabalhadores e seus dependentes terão de abrir mão da assistência médica oferecida. A correção de preço incidirá sobre o valor integral dos planos e a mensalidade a ser paga pelo beneficiário da Geap vai depender da contribuição per capita do órgão ao qual está vinculado.

Justiça – Para o advogado Thiago Lopes da Silva, 29 anos, esse aumento é incabível, já que os serviços não atendem o beneficiário de maneira completa. “O plano é da minha mãe, mas sou eu quem administro, pois ela está impossibilitada. O serviço oferecido é péssimo e eu já cansei de brigar na Justiça contra a instituição”, afirma.

Assim como ele, a administradora Gabrielle Americano, 37 anos, também controla o plano de saúde do pai que está doente. “Eu só não troco o serviço, pois nenhum outro aceitará as condições de saúde do meu pai. Já pago R$ 900 e procurarei ajuda na Justiça, pois não há condições de arcar com quase 40% a mais para 2016”.

O presidente do conselho de administração do plano, Ronald Acioli da Silveira, informou que a Geap fará uma ampla campanha de esclarecimento aos beneficiários sobre o custeio para o próximo ano.

Na contramão – Apesar de o aumento incomodar muitos beneficiários, a servidora pública Roberta Haddad, 30 anos, está satisfeita com a instituição. “É lógico que ninguém quer pagar mais caro, ainda mais com as dificuldades financeiras que temos enfrentado, mas eu gosto muito da Geap e nunca me decepcionei com os serviços prestados”, afirma. Roberta diz que é conveniada há 8 meses e optou pelo plano por indicação de um amigo. “Os trabalhos são sempre rápidos e eficientes”, completa.

Fonte: Correio Braziliense 

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