Protesto em São Paulo pede impeachment de Temer e ‘Diretas Já’

Ato aconteceu na Avenida Paulista e reuniu milhares de pessoas. A PEC 55, que limita gastos públicos, também foi alvo de críticas dos manifestantes

Vereador eleito Eduardo Suplicy (PT) participou do ato. Manifestantes se reuniram na Avenida Paulista

A Frente Povo Sem Medo levou milhares de pessoas à Avenida Paulista na tarde de ontem para se manifestar contra a PEC do Teto, pedir o impeachment do presidente Michel Temer e eleições diretas. “Não dá para o senhor Michel Temer continuar no comando do Brasil, sentado naquela cadeira lá no Planalto. Temer não tem mais condições. Vai embora Temer. Renuncie”, cobrou o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos.

Organizadores e a Polícia Militar não divulgaram estimativas de público até o fechamento desta página. O ato começou com uma homenagem ao líder da revolução cubana, Fidel Castro, morto em Cuba no último sábado, 26, aos 90 anos.

Em todos discursos, os oradores lembraram as declarações do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero que, à Polícia Federal, disse ter sido pressionado por Temer para intervir junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para liberar a construção do edifício La Vue, em Salvador, embargado por estar em área de patrimônio histórico, onde o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima tem um apartamento.

Além de Boulos, participaram do ato o senador Linbergh Farias (PT-RJ), o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Vagner Freitas, o vereador eleito Eduardo Suplicy (PT), os deputados Ivan Valente e Luiza Erundina (Psol) e a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral. “Está na hora de fazer greve para tirar este governo. A nossa bandeira é ‘Diretas Já’. Este Congresso não tem legitimidade (para eleger um presidente)”, disse Vagner Freitas.

O ato começou por volta das 15 horas, em frente ao Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp) e ocupou os quarteirões próximos ao prédio. Um das coordenadoras da mobilização, Natália Szermeta, disse que a PEC 55, se aprovada, poderá “destruir direitos trabalhistas e sociais” e por isso é alvo de protesto.

Segundo Natália, a manifestação de ontem também é um protesto contra a possibilidade de aprovação de uma anistia ao caixa dois eleitoral em um projeto que tramita na Câmara dos Deputados. Mais cedo, o presidente da República, Michel Temer, e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciaram um acordo entre o Legislativo e o Executivo para impedir a anistia.

Entre os manifestantes, estava a estudante do ensino médio Ana Júlia Tavares, 16 anos. “Vim aqui porque sou contra essa medida (PEC 55) que vai tirar os direitos de quem tem poucos direitos já conquistados. Vamos ter um retrocesso”, avaliou. (com informações das agências)

Fonte: O Povo

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