Pix começa em 16 de novembro, mas brasileiros correm para se cadastrar

O Pix começa a operar em 16 de novembro, mas já desperta a atenção de milhões de brasileiros. Apenas nesta segunda-feira (5/10), primeiro dia de registro no sistema de pagamentos instantâneos, mais de 3,5 milhões de chaves Pix foram cadastradas. A procura foi tanta que os aplicativos dos principais bancos chegaram a ficar instáveis. Na avaliação do Banco Central (BC), os números mostram o sucesso da operação.

As chaves são a forma pela qual cada conta bancária será localizada no sistema de pagamentos instantâneos. E já começaram a ser registradas justamente para que não haja nenhum tumulto digital no primeiro dia de funcionamento do Pix já que o interesse era grande. Só na primeira hora de cadastros, o BC recebeu 50 mil chaves Pix. Na segunda hora, eram 140 mil. Na quarta, já eram 1 milhão de registros e muitos outros clientes interessados em garantir a sua chave.

Com o movimento, os aplicativos do Itaú, do Bradesco e do Santander apresentaram instabilidade. O BC não associou o problema diretamente ao Pix, mas indicou que os fatos estavam relacionados ao avisar que os brasileiros não precisam ter pressa para se cadastrar no sistema. Afinal, os pagamentos instantâneos só começam em 16 de novembro e os cadastros podem ser realizados até depois disso. Será possível, inclusive, receber um Pix sem a chave. O que a chave faz é facilitar e dar celeridade ao processo, pois elimina a necessidade de o pagador apresentar todos os dados bancários do recebedor, como é preciso hoje ao fazer uma TED e um DOC, permitindo que o pagamento seja iniciado mediante a apresentação de um único dado, como o número e telefone.

Os bancos admitiram a instabilidade nos aplicativos e logo colocaram suas equipes para tentar solucionar o problema. Por isso, os cadastros continuaram em ritmo acelerado, chegando à marca de 3,5 milhões por volta das 18h30, horário do último balanço diário do BC. “É um número bastante significativo, considerando que estamos na fase inicial. Isso indica o nível de expectativa e o nível de valor agregado que as pessoas estão vislumbrando no Pix”, avaliou Carlos Eduardo Brandt, chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central (Decem).

Cadastro

Os cadastros seguem sendo feitos por tempo indeterminado. Porém, é preciso ter atenção ao registro. É que uma chave só pode ser associada a uma conta. Se tem mais de uma conta, o correntista precisa cadastrar chaves diferentes para cada uma delas. Entre as opções, estão o CPF (ou CNPJ, no caso das empresas), o telefone, o e-mail ou um QR Code, que é gerado no aplicativo. Também é importante fazer esse cadastro sempre no ambiente digital do banco no qual já tenha conta, pois fraudadores estão enviando links falsos de cadastro por e-mail para tentar capturar os dados bancários das pessoas.

Custo

O grande interesse deve-se ao fato de que o sistema de pagamentos instantâneos promete ser rápido, simples e barato. O Pix vai permitir que pagamentos e transferências sejam realizados em até 10 segundos, a qualquer hora do dia, em qualquer dia da semana, e será gratuito para pessoas físicas. Para pessoas jurídicas e empresários individuais, que vão utilizar o Pix para receber pagamentos de serviços comerciais, haverá a cobrança de uma tarifa. As taxas serão definidas pelas instituições financeiras, mas o BC garante que devem ser inferiores às taxas já existentes no mercado, pois um Pix vai custar apenas um décimo de centavo de real para os bancos.

O chefe-adjunto do Decem avaliou, contudo, que as empresas podem demorar a sentir essa redução de custo. “Não é no primeiro dia que vai perceber uma tarifa mais baixa, porque, nesse primeiro momento, as instituições vão estar testando o mercado, vendo até onde o cliente paga e o cliente também vai procurar os melhores preços. Isso leva algum tempo”, analisou Brandt. Ele pediu que os empresários tenham paciência e procurem os melhores preços para estimular a competição entre as 677 instituições que já estão aptas a operar o Pix.

 

 

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2020/10/4880251-adesao-ao-pix-afeta-aplicativos-de-bancos.html

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