Mais tempo de serviço antes da aposentadoria

Troca do temido fator, que reduz benefícios, prevê fórmula que pune os mais jovens

 O governo articula para postergar as negociações sobre a fórmula alternativa que substitui o fator previdenciário. A intenção é ganhar tempo para apresentar, depois das eleições, pacote da minirreforma da Previdência, que mexerá nas pensões e aposentadorias. A informação foi confirmada ontem por parlamentares influentes no Congresso e com trânsito no governo.

Presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS) fechou acordo para votar nova fórmula até setembro | Foto: ABr

O principal ponto da reforma coloca no lugar do fator fórmula móvel, que somaria idade ao tempo de contribuição. Apesar de seguir a mesma lógica do mecanismo soma os anos de idade e de serviço (85 para mulheres e 95 para homens), que tem apoio da Câmara, seria introduzida uma uma nova variável, que considera a expectativa média de vida do brasileiro.

 Pela nova proposta, a soma da idade e do tempo de contribuição das trabalhadoras precisaria atingir 95 pontos para a aposentadoria. Já para os homens, a soma teria que chegar a 100. O cálculo prejudicaria quem entrou no mercado de trabalho antes dos 20 anos.

 SEM PREVISÃO DE ACORDO

 A uma semana para o fim do prazo dado pelo presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), para que o governo apresente proposta diferente do substitutivo da fórmula 85/95, ainda não há previsão de uma reunião entre a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e a base aliada no Congresso.

 Fontes em Brasília anteciparam que Marco Maia selou compromisso com os deputados e vai aguardar a contraproposta do governo até o fim desse mês. Se nada for apresentado, a fórmula 85/95 será votada na Câmara em setembro.

 Na Previdência, a possibilidade da minirreforma ser anunciada junto com a proposta que substitui o fator foi sinalizada pelo secretário de Políticas Públicas, Leonardo Rolim. Segundo ele, mexer nas pensões é fundamental, pois os gastos chegam a 2,8% do PIB ou R$ 100 bilhões.
FONTE: O DIA

 

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