Geddel Vieira Lima era um dos anões do orçamento

Geddel Vieira Lima era um dos anões do orçamento

Geddel Vieira Lima era um dos anões do orçamento

No longínquo ano de 1993, Geddel Vieira Lima esteve envolvido no primeiro grande escândalo de corrupção do Brasil após a queda da ditadura: os anões do orçamento.

Em 1993 surgia o primeiro grande escândalo de corrupção do Brasil democrático. Estavam envolvidos 37 parlamentares, que roubaram mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos, com esquemas de propina, para favorecer governadores, ministros, senadores e deputados. Além disso, manipularam emendas parlamentares para desviar dinheiro através de entidades sociais fantasmas ou com a ajuda de empreiteiras.

Foi o primeiro esquema onde os parlamentares investigaram os seus próprios colegas na CPI do Orçamento, que foi instaurada na Câmara. O escândalo veio após a denúncia do assessor da Comissão de Orçamento José Carlos Alves dos Santos, que não resistiu à acusação de ter tramado a morte da própria mulher.

João Alves, deputado baiano do PFL (DEM), foi acusado de ser o mandante da quadrilha. Ele ficou conhecido pela infame justificativa à sua fortuna. Segundo ele, a quantia havia sido acumulada após ele ganhar 156 vezes na loteria, apenas em 1993. Matematicamente, para ele conseguir essa façanha, João Alves teria que gastar US$ 17 milhões somente com apostas.

Segundo a Folha de São Paulo, o grupo operava com três fontes de recursos:

  1. Propinas pagas pelos prefeitos para incluir uma obra no Orçamento ou conseguir a liberação de uma verba já prevista;
  2. Cobrança de propinas de empreiteiras para que fossem incluídas obras no Orçamento da União;
  3. A aprovação de subvenções sociais dos Ministérios para entidades “fantasmas” registradas no Conselho Nacional do Serviço Social Geddel, responsável por liberar diversas emendas para o chefe do esquema, João Alves.

Entre os parlamentares envolvidos, estão nomes conhecidos no cenário político baiano, como Geddel Vieira Lima. Geddel era apoiado político de João Alves e foi de sua responsabilidade a liberação de diversas emendas para o parlamentar. Além disso, Geddel também foi acusado de receber dinheiro de empreiteiras.

Foi também citada a suposta participação de seu pai, Afrísio Vieira Lima (falecido), através de uma gravação. Geddel negou e acusou João Alves de ter formado um complô contra o seu pai.

Durante a CPI do Orçamento, Geddel chorou e disse que era um homem de poucas posses. Entre as suas poucas posses contavam 12 fazendas no oeste baiano, 1 avião particular, e diversos imóveis de luxo em Brasília. Aos 25 anos, ele já tinha acumulado um patrimônio de aproximadamente R$ 15 milhões de reais.

Fonte: nossapolitica.net

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