BRASIL TERÁ QUE EXPLICAR REFORMA NO MERCOSUL


Governo do Uruguai contesta reforma trabalhista brasileira: retrocesso de dois ou três séculos.

O governo do Uruguai está preocupado com a aprovação da reforma trabalhista (Lei 13.467/2017) para os trabalhadores brasileiros e por isso apresentou, durante o último fim de semana, um pedido de consulta ao Mercosul a ser feito ao Brasi.   O objetivo da medida é forçar a convocação dos órgãos trabalhistas do Mercosul para discutir e apresentar as análises sobre a reforma trabalhista.
Segundo Enrnesto Madurro, ministro do Trabalho e da Seguridade Social, “O governo uruguaio enviou uma nota ao Brasil, que é o presidente (pró tempore) do Mercosul , pedindo que reúna os órgãos sócio trabalhistas do Mercosul porque queremos analisar que impacto a reforma trabalhista do Brasil pode ter caso se concretize”.

O ministro Ernesto Murro manifestou preocupação de que a reforma trabalhista de Temer possa atingir trabalhadores e empresários uruguaios. “Se vale mais um acordo individual entre um trabalhador e um empresário do que uma lei ou um convênio, retrocedemos dois ou três séculos”, advertiu Murro.

Preocupações com a reforma

De acordo com a agência EFE . o ministro de Relações Exteriores uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, por sua vez, indicou que o seu governo não possui a intenção de se envolver na política local de outro país. Na verdade, de acordo com Novoa, a intenção do Uruguai é de apresentar as suas preocupações sobre esta reforma trabalhista no marco do Mercosul.

“Nós não vamos nos envolver na legislação interna dos países, mas queremos discutir, trocar ideias, apresentar preocupações, porque assim vai ser muito difícil competir. O salário do trabalhador não pode ser a variável de ajuste para a concorrência”, explicou Nin Novoa.

Fonte: IG Notíciais

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