E a má impressão começou quando o então todo poderoso bilionário fez questão de mostrar seu descontentamento por ela ser nordestina

A jornalista Patricia Calazans, que mora atualmente em San Francisco (EUA), não é exatamente uma fã de Eike Batista. Ela foi contratada, em 2010, para organizar um evento para o Governo do Rio, no Hotel Plaza, em Nova Iorque, e conheceu de perto, segundo relatou à Folha por telefone, a “arrogância e destempero” do ex-bilionário.

Na ocasião, acompanhado do então governador Sérgio Cabral, Eike seria a atração principal de um evento cuja finalidade era atrair investidores para o País. E a má impressão começou quando o então todo poderoso bilionário fez questão de mostrar seu descontentamento por ela ser nordestina.

Logo em seguida, o empresário que falava em nome do ex-presidente Lula e declarou que em breve estaria em primeiro lugar na lista da Forbes – à época estava entre os dez mais ricos – simplesmente abandonou o evento, repleto de empresários quando os slides do power point deram problema. “Ele simplesmente deu um escândalo, começou a gritar, largou tudo e foi embora”, lembra a jornalista, que tentou atenuar o “estrago”, mas não conseguiu demover o empresário.

“Ele se mostrou uma pessoa desequilibrada emocionalmente. Com isso, não tive dúvidas: disse-lhe que seu comportamento passava longe do profissionalismo”, conta Patricia, que hoje se diverte com a história, postada nas redes sociais. “Eike é o retrato daquele momento, de um Brasil em que se dizia que a crise mundial seria uma marolinha e que deu no que deu”, relata.

Fonte: Blog da Folha