Fundação ANFIP recebe os Coordenadores da Divisão de Educação Fiscal da ESAF

Nesta quarta-feira (21/02), a Fundação Anfip recebeu os coordenadores da Divisão de Educação Fiscal da ESAF na sede da entidade para reunião.

Na oportunidade, os dirigentes trataram do acordo de cooperação visando oferecer aos associados da Anfip novos conhecimentos tributários e de seguridade social.

Fonte:  Fundação ANFIP

Fundação ANFIP recebe Mais-Educ e Miolo Soluções criativas em sua sede em Brasília

A Fundação ANFIP, recebeu os representantes das empresas Mais-Educ e Miolo Soluções Criativas, em reunião realizada nesta quarta-feira (21/2), na sede da Fundação ANFIP, em Brasília.

Na oportunidade, os mesmos apresentaram novas tecnologias de comunicação e plataforma de ensino à distância.

Fonte: Fundação ANFIP

Governo muda discurso para acalmar mercado: pautará reforma com ou sem votos

Foto: Reprodução

Jornal GGN - A bancada governista mantem o discurso de que a Reforma da Previdência não ficará para o final do ano e a discussão começa no dia 20 de fevereiro, data esperada para o início da votação na Câmara dos Deputados.
Nesta quinta-feira (15), o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, que tem o papel de articulação com parlamentares, afirmou que mesmo se o governo não alcançar os votos suficientes para a aprovação da medida, a proposta da reforma entrará em pauta na próxima terça.
O objetivo é, conforme antecipou o GGN, dar um ultimato aos parlamentares, indicando que o risco de não apoiar a medida impopular ainda que às vésperas de pleito eleitoral é maior: se o governo Temer não garantir os 308 votos necessários para a aprovação, em dois turnos, da emenda constitucional, o tema poderá ser engavetado.
Por isso, ainda que não seja a resposta definitiva do governo, que pretende reunir o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), neste final de semana para fazer as contas e definir as estratégias a serem adotadas, o recado público foi outro.
Sem o apoio dos parlamentares que têm interesse na aprovação das mudanças previdenciárias e diante do ápice do lobby de empresários e representantes da indústria sobre os mesmos parlamentares, a medida correria o risco de ser derrotada.
Nesta semana, governo conta com a colaboração de empresários para juntar votos e obter o quórum mínimo de 308 deputados. Ainda, após a aprovação em primeiro turno, uma nova sessão de votação antes de ser encaminhada ao Senado, aonde também deve ser aprovada em dois turnos.
Uma das alternativas visualizadas pelo próprio mandatário e outros líderes partidários a favor da reforma é que caso o número não seja atingido até a próxima terça, a reforma seria colocada em discussão no Congresso apenas no fim deste ano, desde o zero.
Na esfera do Executivo, prefeitos e governadores também foram convocados a se mobilizar pela pressão sobre a pauta. Os políticos são apoio fácil com a necessidade de fôlego para as crises fiscais nas federações. Os lobbies estão sendo feitos em deputados federais indecisos, que somam cerca de 120 parlamentares atualmente.
Com o fim do carnaval, a tática é apelar para as mudanças no texto de autoria de Arthur Maia (PPS-BA), apresentado na semana passada. Considerada um pouco mais flexível, a proposta traz a manutenção da pensão integral a viúvas de policiais civis, federais e rodoviários federais mortos durante o trabalho, entre outros pontos, que poderiam adquirir mais votos a favor.
Assim, pubicamente, o discurso do governo mudou, de forma a tentar acalmar as pressões do empresariado. “Tenho convicção de que, independentemente dos votos que tivermos na segunda-feira, a discussão se inicia na terça”, disse Marun, demonstrando, desta vez, a confiança do governo, ainda que na prática o receio ainda é marcante.
Fonte:  Jornal GGN

Pauta prevista para 19 a 23 de fevereiro de 2018

Fonte: Câmara dos Deputados

Entenda os avanços e limites das 28 horas semanais conquistadas pelos metalúrgicos alemães

Após 24 horas de greve, trabalhadores alemães conquistam jornada de 28 horas semanais

Após jornada de greves de 24 horas, paralisações e cinco mesas de negociações o IGMetall, Sindicato dos Metalúrgico da Alemanha, chegam a um acordo com as principais empresas do ramo. Entre os termos do acordo estão a redução da jornada de 35 para 28 horas semanais, aumento de 4,3% no salário – a reivindicação era de 6% – e ainda a participação nos lucros das empresas.

O acordo foi antecedido por uma greve de 24 horas nas principais empresas metalúrgicas da Alemanha, gigantes como a Airbus, a Daimler, BMW e Bosch, custando ao patronato aproximadamente 200 milhões de euros (800 milhões de reais).

Depois de 13 horas de negociação na cidade de Stuttgard, sede de empresas estratégicas no ramo, o acordo foi firmado entre o patronato e o IGMetall, que representa 3,9 milhões de metalúrgicos em toda Alemanha.

O Público.pt noticiou que “os trabalhadores abrangidos irão receber um pagamento único de 100 euros, relativo ao exercício fiscal do primeiro trimestre. É um valor extra, não repetível, que a partir de 2019 se converterá em um pagamento único de 400 euros por cada ano, ao qual acrescerá outro pagamento anual extra correspondente a 27,5% do salário mensal de cada um. Porém, este montante pode ser convertido em menos horas de trabalho por quem preferir uma jornada laboral mais leve – o que acontecerá de qualquer forma, visto que uma das alíneas do acordo agora firmado prevê a redução das 35 horas de trabalho semanal para 28, para quem tiver filhos menores, familiares doentes ou idosos. Uma medida que será válida por um período de dois anos.

Uma “vitória” com algumas aspas

O acordo no entanto não é definitivo, tem um prazo de vigência de 27 meses, e abrange 900 mil trabalhadores do sudoeste do país, e pode servir de referência para outras regiões e ramos profissionais.

Helmut Weiss, jornalista do portal Labournet.de, salienta que o acordo possui contradições que merecem ser discutidas. A primeira delas é seu caráter restrito a algumas regiões do país. A região da antiga Alemanha Oriental não foi contemplada no acordo; lá as negociações serão feitas empresa por empresas, o que diminui as chances vitória. A segunda questão é que o acordo só é válido para empresas em condições econômicas boas, aspecto que será também debatido em cada unidade fábril.

Um terceiro aspecto relevante é que o acordo contempla apenas 10% dos trabalhadores e permite que a empresa eleve para 40 horas a jornada de trabalho de 50% dos seus empregados, 5 horas a mais do que o teto de horas do setor que é de 35 horas semanais.

Weiss avalia que o acordo acaba por ampliar a divisão e disputa entre os trabalhadores, pois para um mesmo ramo de atividade existiram condições de trabalho drasticamente diferenciadas.

Condições conjunturais

Segundo Weiss, a assinatura do acordo é produto de um contexto político sensível. Nas últimas eleições parlamentares, o partido de extrema-direita – Alternativa para Alemanha (AlternativefürDeutschland, sigla AfD) – obteve 13% dos votos e entre os sindicalizados seu eleitorado alcançou mais de 16%.  Este fato será aproveitado pela AfD nas próximas eleições de comissões de fábrica que ocorreram em abril e maio deste ano, a previsão é que a extrema-direita faça uma forte campanha entre os trabalhadores e procure se enraizar no movimento sindical alemão.

Ao garantir as 28h semanais, mesmo que muito limitadas, O IGMetall pretende conter o avanço dos extremistas de direita entre os trabalhadores.

Na dimensão econômica este acordo é celebrado em um período de expansão da economia alemã, que cresceu 2% (2017) – uma taxa relativamente alta para países desenvolvidos -; o aumento de 2,2% das encomendas da indústria no final de 2017, e em especial os bônus gerados pela posição de destaque que a Alemanha possui na União Europeia, tida como motor econômico e principal beneficiária da Zona Euro.

Este último fator é fundamental, desde a fundação da União Europeia e o estabelecimento do Euro como moeda comum dentro da área de livre comércio, a Alemanha – por possuir o parque industrial mais desenvolvido – transformou os demais países em sua periferia próxima, conseguindo uma balança comercial positiva com os seus vizinhos, garantindoassim sua posição de liderança econômica e política.

As 28 horas são uma vitória restrita, mediada pelas condições específicas da política e da economia alemã. Fortalece politicamente o sindicato frente a extrema-direita política, porém ainda é insuficiente para modificar a correlação de força frente ao empresariado.

Fonte:  Intersindical Central

Diretoria Executiva da Fundação ANFIP promove reunião extraordinária em Brasília

A Diretoria Executiva da Fundação ANFIP realizou nesta terça-feira (20/02), em Brasília, reunião extraordinária da gestão 2018/2019. A reunião foi conduzida pela diretora presidente Aurora Maria Miranda Borges. Confira a pauta:

            a) planejamento estratégico para biênio 2018/2019,

            b) apresentação do plano de ação.

Fonte:  Fundação ANFIP

Conselho da Fundação ANFIP escolhe presidente e secretária

Os integrantes do Conselho Curador da Fundação ANFIP reuniram-se nesta terça-feira (20), na sede da Associação, e, seguindo o Regimento Interno, convidaram o presidente da ANFIP, Floriano Martins de Sá Neto, para assumir a presidência do Conselho, indicando, em seguida, a vice-presidente Executiva, Sandra Tereza Paiva Miranda, como secretária.

Floriano Sá Neto falou da importância dos estudos tributários desenvolvidos pela entidade e disse que este é o momento da Fundação se abrir para a sociedade. Já Sandra Miranda reforçou os princípios de união que devem nortear a entidade e que é necessário crescer com a mudança.

Estiveram presentes, além dos membros do Conselho Executivo da ANFIP, os membros titulares do Conselho Curador da Fundação, Maria Inez Rezende dos Santos Maranhão, Décio Bruno Lopes, Cesar Roxo Machado, Luiz Mendes Bezerra e Luiz Cláudio de Araújo Martins.

Fonte:  ANFIP

Saiba como fica a sua aposentadoria se a reforma for aprovada como está

Conforme calendário definido por Rodrigo Maia (DEM-RJ), os debates em plenário começarão na próxima terça-feira e a votação, até o dia 28

O governo tem poucos dias para convencer deputados da base aliada a votarem pela reforma da Previdência. Depois de mais de um ano de negociações, 10 adiamentos e, pelo menos, três alterações no texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 287/2016, o mapa de apoios ainda não alcança os 308 votos que são necessários para a aprovação. Conforme calendário definido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os debates em plenário começarão na próxima terça-feira e a votação, até o dia 28. No Palácio do Planalto, a orientação é foco total para conseguir captar os votos restantes e contemplar aqueles que ainda pedem agrados — um deles foi encaminhado ontem ao Congresso Nacional, em forma de projeto que prevê o repasse de R$ 2 bilhões do orçamento às prefeituras.

Outro foco tem sido os empresários, com quem o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, tem se encontrado quase todos os dias. Otimista, Marun afirma que o assunto será resolvido neste mês, apesar de admitir que ainda faltam uns 40 votos dos 80 deputados que se dizem indecisos. “Não podemos considerar que, diante de uma situação como essa, seja impossível aprovar um assunto de tanta importância para o Brasil”, comentou no fim da tarde de ontem. O ministro se reunirá com Rodrigo Maia hoje para traçar a estratégia e tentar marcar uma reunião com os líderes da base aliada na segunda-feira para medir a temperatura das bancadas.

Além da incerteza que permeia a aprovação da reforma, grande parte da sociedade ainda não consegue entender, de maneira prática, como ela afetará a vida daqueles que estão e dos que ainda não entraram no mercado de trabalho. Pessoas aposentadas ou que completam os requisitos atuais, mesmo que não tenham requerido o benefício, não serão afetadas. No levantamento, a idade mínima de aposentadoria considera o gatilho — dispositivo inserido no texto que prevê o aumento conforme a expectativa de sobrevida do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que deve chegar a 63 anos/66 (mulheres/homens), na década de 2030 e, 64/67, em 2040. Além disso, os cálculos de valor desconsideram contribuições anteriores à profissão atual do personagem retratado. Saiba mais: Regras para servidores são um dos principais pontos que atravancam reforma.

Reforma para quem?

 

Por meio da história de alguns personagens, o Correio, baseado no texto atual, mostra como a reforma mudará a vida de setores específicos. Confira:

Políticos

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press – 26/8/16)

Lindbergh Farias, 48 anos, senador

Salário: R$ 33.763

Tempo de atividade: 23 anos como político

Contribui com: 11% do salário bruto (R$ 3.713,93)

Sem reforma: Pode se aposentar aos 60 anos, com salário integral, se permanecer político até 35 anos de contribuição (em 2030). Se largar a política e trabalhar na iniciativa privada até os 35 de contribuição, receberá proporcionalmente ao tempo que esteve no Congresso.

Com reforma: Pode se aposentar aos 65 anos, com salário integral, se for político até os 35 anos de contribuição. A fórmula de cálculo continua a mesma: proporcional ao tempo que teve mandato.

(foto: Bruno Cantini/Fotos Publicas – 16/1/18)

Ronaldinho Gaúcho, 37 anos, com pretensões de ser senador

Salário: R$ 33.763, caso seja eleito

Tempo de atividade: 22 anos na iniciativa privada

Contribuiria com: 11% do salário bruto (R$ 3.713,93)

Sem reforma: Pode se aposentar aos 60 anos se for eleito senador, desde que complete 35 de contribuição. O valor do benefício dependerá do tempo que ele terá na política. Se ficar só quatro anos, terá direito a R$ 3.858,63.

Com reforma: Pode se aposentar aos 67 anos devido ao gatilho. Como ele já tem os 15 anos de contribuição que passarão a ser exigidos também dos políticos, faltará atingir a idade mínima.

Com a reforma, haverá uma divisão clara entre os que estão na política e os que pretendem entrar. Os parlamentares de hoje receberão acima do teto do INSS (R$ 5,6 mil) porque poderão permanecer no regime especial da categoria. Eles serão afetados pelo aumento da idade mínima, de 60 anos (homens) e 55 (mulheres) para 65/62 anos e precisarão pagar pedágio de 30% sobre o tempo que faltar para completar 35 anos de contribuição.

Servidores Públicos

(foto: Gisele Pimenta/Agência O Globo – 15/4/15)

Carlos Fernando dos Santos Lima, 54 anos, procurador da Lava-Jato

 

Salário: R$ 33.763

Tempo de contribuição: 40 anos

Contribui com: 11% da remuneração (R$ 3.713,93)

Sem reforma: Pode se aposentar em 2019, aos 55 anos, com integralidade (salário atual) e a paridade (mesmos reajustes dos servidores da ativa). A soma dos 40 anos de contribuição com os 55 de idade dá 95, mínimo para se encaixar na regra de servidores que entraram antes de 2003.

Com reforma: Para manter integralidade e paridade, precisará se aposentar aos 65 anos de idade.

(foto: Heuler Andrey/AFP – 6/5/16)

Diogo Castor de Mattos, 31 anos, procurador da República

 

Salário: R$ 28.947,55

Tempo de contribuição: 7 anos

Contribui com: 11% da remuneração bruta (R$ 3.184,23)

Sem reforma: Pode se aposentar aos 60 anos, quando terá 36 de contribuição. Não tem direito a integralidade e paridade porque entrou depois de 2003.

Com reforma: Precisará completar 65 anos de idade e 25 de contribuição, sem integralidade e paridade.

Os servidores públicos têm sido a atual polêmica. Com a mudança, eles terão de completar 62/65 (mulheres/homens) de idade, com 25 de contribuição. Atualmente, quem entrou depois de 2003, já têm idade mínima de 55/60, com exigência de 35 de trabalho. As idades aumentarão um ano a cada dois, a partir de 2020, até chegar aos 62/65. Não há idade mínima para quem entrou antes de 2003, basta cumprir os 85/95 (soma de idade e de contribuição) para ter direito à integralidade e paridade. Com a reforma, para manter os benefícios, eles precisarão completar as idades mínimas de 62/65, sem transição.

Trabalhador rural

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press – 18/8/17)

Francisco Marques Andrade, 33 anos, trabalhador rural

Salário: R$ 1.500, em média.
Tempo de atividade: 15 anos.
Contribui com: 2,3% sobre o valor da receita bruta da venda da produção, que varia.
Sem reforma: Pode se aposentar a partir dos 60 anos, com, pelo menos, 15 anos comprovados de trabalho no campo. A aposentadoria é de um salário mínimo (hoje, R$ 954).
Com reforma: O sistema permanece o mesmo.

Para trabalhadores rurais, as regras não mudam: continuam podendo se aposentar aos 55 anos (homens) e 50 (mulheres), desde que tenham 15 de atividade rural comprovada. Quando enviou a primeira proposta ao Congresso, o governo pretendia equiparar os rurais aos urbanos, mas a polêmica o fez recuar

Policiais

(foto: Evaristo Sá/AFP – 20/11/17)

Fernando Segóvia, 48 anos, diretor-geral da Polícia Federal

Salário: R$ 33.763,80
Tempo de contribuição: 25 anos.
Contribui com: 11% do salário bruto (R$ 3.713,93)
Sem reforma: Pode se aposentar aos 53 anos, quando completará 30 de contribuição, sendo, pelo menos, 25 na polícia.
Com reforma: Pode se aposentar aos 55 anos. Terá de trabalhar dois anos a mais para chegar à idade mínima estabelecida para policiais federais, de 55 (homens e mulheres).

Atualmente, policiais federais, civis e rodoviários federais têm regras especiais. Se forem homens, podem se aposentar com proventos integrais, após 30 anos de contribuição, desde que 20 de exercício policial. Mulheres podem se aposentar com 25 de contribuição, sendo 15 na polícia. Com a reforma, permanecem as regras, mas idade mínima de 55 anos. Militares das Forças Armadas, policiais militares e bombeiros ficaram de fora da reforma.

Professores

(foto: Arquivo Pessoal)

Gustavo Machado, 26 anos, professor

Salário: R$ 5.400
Tempo de contribuição: 4 anos
Contribui com: 11% sobre a remuneração bruta (R$ 594)
Sem reforma: Pode se aposentar com 52 anos, em 2044, se completar 30 anos de contribuição.
Com reforma: Pode se aposentar aos 63 anos, com 15 de contribuição.
A idade mínima para professores da rede privada é de 60 anos, mas aumentará com o gatilho.

Para professores, a regra estipula idade mínima de 60 anos para mulheres e homens da rede pública e privada. A diferença fica por conta do tempo de contribuição: no serviço público, exigência de 25 anos, enquanto na privada, 15 anos. Atualmente, professores da iniciativa privada não têm idade mínima. Já mulheres da rede pública podem se aposentar aos 50 anos, com 25 de contribuição e homens aos 55 anos de idade e 30 de contribuição.

Quem não contribui

(foto: Bruno Santa Rita/Esp. CB/D.A Press)

Deivlin Rodrigues, 20 anos, estudante

Sem reforma: Pode se aposentar aos 65 anos, com 15 de contribuição, ou por tempo de contribuição, depois de 35 anos de trabalho. Se ele começar a trabalhar amanhã, por exemplo, conseguirá se aposentar aos 55, desde que consiga manter as contribuições em dia até 2053. Tem ainda a regra 85/95, pela qual ele pode receber o valor integral se completar 95 pontos, somando a idade e a contribuição.
Com reforma: Pode se aposentar, possivelmente, aos 68 anos, com 15 anos de contribuição, caso opte por trabalhar na iniciativa privada. A idade inicial é de 65 anos, que ele completará em 2063, mas, com o gatilho, projeta-se que a idade mínima já tenha mudado pelo menos três vezes.

Quem ainda não entrou no mercado de trabalho será bastante afetado pela reforma porque não se encaixa em nenhuma regra transitória. Para esse grupo, é importante prestar atenção no gatilho, dispositivo que aumentará a idade mínima, que será estabelecido por lei.

Salário mínimo

(foto: Natalia Lambert/CB/D.A Press)

Zoremilde Carlos da Luz, 40 anos, empregada doméstica

Salário: R$ 1.000
Tempo de contribuição: Cerca de três anos, desde junho de 2015, a partir da sanção da lei que regulamentou a profissão.
Contribui com: 16% do salário (R$ 160) – 8% (R$ 80) dela e 8% (R$ 80) do patrão.
Sem reforma: Pode se aposentar a partir dos 60 anos, com pelo menos 15 de contribuição. Supondo que continue recebendo R$ 1.000 e contribua todos os meses, ganharia o salário mínimo, atualmente, em R$ 954.
Com reforma: Pode se aposentar a partir dos 63 anos, quando terá 23 anos de contribuição. Com a fórmula nova, o cálculo seria baseado em 71,5% do valor se ela completar 26 anos, ou seja, R$ 715, ou 60% (R$ 600), se ela completar apenas os 15 exigidos. Por ser menor que o salário mínimo nos dois casos, ela receberia o mínimo.

No caso de Zoremilde, a melhor opção hoje seria se aposentar por idade aos 60 anos, que é a mínima exigida para mulheres, desde que complete a exigência de, pelo menos, 15 anos de contribuição. Se o salário continuar o mesmo, o benefício seria de um salário mínimo, independentemente, do tempo de trabalho. Com a reforma, ela terá de trabalhar mais tempo, mas nenhum aposentado receberá menos que o salário mínimo, mesmo se, o resultado do cálculo for inferior ao valor.


Iniciativa privada

(foto: Bruno Santa Rita/Esp. CB/D.A Press)

Revalceon Santana, 45 anos, frentista

Salário: R$ 1.900
Tempo de contribuição: 25 anos
Contribui com: 8% sobre o salário bruto (R$ 171)
Sem reforma: Pode se aposentar aos 55 anos, ao atingir 35 de contribuição, se continuar trabalhando. Nesse caso, incide o fator previdenciário. Pela tabela atual, ele receberia 68,7% do salário, ou R$ 1.305,30. Se preferir, pode esperar mais cinco anos, e, aos 60, se aposentar com o salário integral, pela regra 85/95.
Com reforma: Pode se aposentar aos 58 anos, em 2031. Pela regra de transição, pode se aposentar por tempo de contribuição, pagando o pedágio de 30% sobre o tempo que falta para os 35 anos exigidos. Assim, poderia se aposentar daqui a 13 anos (os 10 que faltam, mais o pedágio de 3).

As mudanças são grandes para quem contribui para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Atualmente, o sistema permite aposentadoria sem idade mínima, desde que a pessoa complete 30/35 (mulheres/homens) anos de contribuição, o que permite, por exemplo, que uma mulher se aposente aos 48 anos, caso comece a trabalhar aos 18 anos. Para os que não conseguem, existe a possibilidade de se aposentar com 65/60 de idade e 15 de contribuição. Pela regra de transição da reforma, quem pretendia se aposentar por tempo de contribuição terá de pagar um pedágio de 30% sobre o que falta para atingir a contribuição mínima. Quando o período de transição acabar, só terá aposentadoria com as idades mínimas de 65/62 anos.

 

Fonte:  Correio Braziliense

Em meio a ofensiva do governo, CNBB vai divulgar texto contra a nova Previdência

CNBB divulga na próxima semana texto contra a reforma da Previdência. O documento será elaborado durante a reunião de seu conselho permanente.

A informação é publicada no portal Uol, 15-02-2018.

Nesta quarta (14), ao lançar a Campanha da Fraternidade, o presidente da CNBB, cardeal Sérgio da Rocha, disse que não se pode “admitir que os pobres e vulneráveis arquem com sacrifícios maiores quando se trata de reformas”.

Fonte:  ihu

No Pacotão, protesto tem ‘pilha de dinheiro’ contra reforma da Previdência

Manifestantes colocaram montanha de cédulas cenográficas em ato contra a reforma da Previdência

A instalação ocupa um espaço de cerca de 6m² e altura de quase quatro metros

Um grupo de manifestantes aproveita a saída do bloco Pacotão, neste domingo (11/2), para fazer uma manifestação contra a reforma da Previdência (PEC 287). Uma montanha de cédulas de dinheiro cenográficas foram posicionadas na concentração do bloco de carnaval, na altura da Quadra 302 Norte. A ação é uma parceria da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) com a Frente Nacional contra a Reforma da Previdência e o Movimento Acorda Sociedade. Veja o vídeo:

A instalação ocupa um espaço de cerca de 6m² e altura de quase quatro metros. De acordo com os organizadores do protesto, a pilha de dinheiro representa os valores renunciados pelo governo; as dívidas que os bancos mantêm com a União, além do dinheiro envolvido em esquemas de corrupção. O objetivo, segundo o presidente Fenapef, Luís Boudens, é refutar o argumento falacioso do governo de que servidores e trabalhadores têm privilégios.
A concentração do Pacotão ocorre desde o meio-dia de hoje.
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