Doenças ósseas e das articulações, do sistema circulatório e transtornos mentais estão entre as principais causas de aposentadoria por invalidez no país.

Mas muitos trabalhadores não recebem esse benefício porque não conseguem comprovar as moléstias quando examinados por peritos do INSS.

A principal dificuldade enfrentada por esses segurados é a falta de tempo dos peritos, obrigados a dar conta da enorme quantidade de exames realizados diariamente.

Existem mais de 700 mil perícias atrasadas, segundo dados do INSS.

Mas a chance de conseguir a aposentadoria por invalidez aumenta para o segurado que chega preparado à perícia, segundo a advogada Adriane Bramante, do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário).

“Além do relatório médico descrevendo o motivo do afastamento, o segurado pode levar exames e até mesmo receitas médicas para apresentar ao perito”, explica.

A especialista indica quais são os documentos mais importantes para comprovar as doenças que responderam por 79,4 mil das 162,7 mil aposentadorias por invalidez concedidas no país em 2014.

Nesse grupo, que corresponde a 49% dos motivos de aposentadoria por incapacidade, também estão portadores de câncer e trabalhadores que sofreram fraturas ou amputações.

Regras

A aposentadoria por invalidez é concedida a segurados do INSS permanentemente incapazes de voltar ao trabalho. Quando a incapacidade é temporária, o benefício pago é o auxílo-doença. Para serem comcedidos, ambos exigem que o segurado passe por perícia médica.

Além da incapacidade, o trabalhador precisa estar em dia com a Previdência Social.

Fonte: Jornal Agora