'A reforma é atualmente um dos temas centrais da conjuntura econômica do País' Foto: Sandro Egues

Por: Assessoria do PPS

O Diretório Nacional do PPS aprovou por unanimidade, neste sábado (09), em Brasília (DF), o fechamento de questão a favor da aprovação do relatório do deputado federal Arthur Maia (PPS-BA) da reforma da Previdência, que deve ser votada pela Câmara dos Deputados a partir do dia 18. A proposta (veja aqui) foi apresentada aos membros do Diretório pelo deputado federal Roberto Freire (SP), presidente do partido, deputado federal Rubens Bueno (PR), e o senador Cristovam Buarque (DF).

Na abertura do encontro, Freire ressaltou que a questão previdenciária é atualmente um dos temas centrais da conjuntura econômica do País. Ele afirmou que o PPS tem compromisso com o governo de transição porque foi um dos principais protagonistas do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que levou o País a pior crise econômica da história.

“A reforma da Previdência é hoje um dos temas centrais no processo de conjuntura. Esse governo também é de responsabilidade nossa, já que fomos um dos partidos que mais protagonismo teve no início da luta do impeachment. É um governo que tem a ver com a atuação concreta do PPS no processo de impedimento de Dilma”, disse.

 

Freire destacou que o partido, desde o PCB (Partido Comunista Brasileiro), sempre defendeu as reformas e a modernização do Estado brasileiro e, mesmo quando na oposição, votou favoravelmente em temas importantes para o País.

“Algo que sempre foi muito presente desde o PCB: que éramos pelas reformas. Quando entrei no partido, na década de 60, entrei num período que defendíamos a bandeira das reformas de base. O partido sempre assumiu algo muito afirmativo: a nossa opção pela democracia. Hoje, podemos falar de uma esquerda democrática porque lutamos por uma democracia. É de tal forma que hoje, se falamos de reformas no governo Temer é porque somos responsáveis como partido. [Nós] votamos pelas reformas em todos os governos democráticos do País. No governo FHC fizemos oposição, mas não deixamos de votar nenhuma reforma, incluindo a da Previdência. No governo Lula também votamos favoravelmente à reforma da Previdência, mesmo com a grande dissidência ao projeto ocorrida no partido do próprio ex-presidente”, afirmou.

 

Patrimonialismo

 

Roberto Freire lembrou ainda que apesar de existirem corporações e setores da sociedade contrários à proposta, existe uma parcela significativa da sociedade que defende as mudanças.

 

“As corporações se mobilizam contra isso [a reforma]. Este é um País patrimonialista. A pressão que sentimos na proposta de reforma da Previdência não é do trabalhador brasileiro, mas sim de servidores e corporações privilegiadas nesse processo. Existem aqueles que estão contra, mas existem também os que estão a favor. A sociedade brasileira não é unânime em nada. Pode ter contestação, mas todos sentem que há injustiça”, observou.

 

Fim de privilégios

O relator da reforma, Arthur Maia (BA), afirmou que o novo texto  traz mudanças significativas quando comparado com a proposta inicial, já que põe fim aos privilégios hoje existentes na concessão de aposentadorias para determinadas categorias do funcionalismo.

“Não é razoável por eu ser um deputado, juiz ou promotor poder me aposentar ganhando R$ 33 mil enquanto 98% dos trabalhadores, que não são funcionários públicos, não importando quanto tenham ganhado na vida, se aposentem com R$ 5 mil. Isso é um escândalo. O Brasil se transformou no maior sistema de transferência de renda do pobre para o rico do planeta. Quem custeia essas regalias é o trabalhador”, criticou.

Congresso do PPS

Os membro dos Diretório também aprovaram, por unanimidade, a nova data do congresso nacional do partido, que será realizado em março de 2018, em data e local ainda a serem definidos pelo Executiva Nacional.

Fonte:  robertofreire.org.br