Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli

Sem espaço para erros nos primeiros meses de governo e com a principal missão de avançar nas reformas estruturais, Paulo Guedes, novo ministro da Economia, terá uma missão adicional espinhosa: administrar a pressão interna dos colegas da Esplanada dos Ministérios, que tende a crescer ao longo do ano que vem.

Os 22 novos ministros de Bolsonaro chegam a Brasília com muito gás para colocar em prática as mudanças desenhadas nos dois meses de transição, mas o cobertor orçamentário em 2019 é curto. Na verdade, curtíssimo. Com o aumento das despesas obrigatórias (como pagamento de salários e aposentadorias), o espaço que os principais auxiliares de Bolsonaro terão para gastar não deve passar de R$ 102,5 bilhões.