Foto: Carlos Vieiral/Esp.CB/D.A Press

ALESSANDRA AZEVEDO

O governo estuda criar alíquotas diferenciadas para contribuição previdenciária. A ideia é que varie de acordo com a remuneração: quanto maior o salário, maior a contribuição. Para o salário mínimo, a alíquota cairia de 8% para 7,5%.

“É a mesma lógica do Imposto de Renda, o que seria muito bom para mostrar que a reforma não prejudicará os mais pobres”, explicou uma fonte a par das negociações. A princípio, os militares e os servidores públicos seriam incluídos nessa regra.

Para os servidores públicos, o governo pretende manter o que estava no parecer do deputado Arthur Maia (DEM-BA), que relatou a PEC do ex-presidente Michel Temer na comissão especial. Integralidade e paridade, para quem entrou no serviço público depois de 2003, só aos 65 anos de idade.

Outro ponto que a equipe econômica não quer deixar de colocar na reforma é alguma mudança no Benefício de Prestação Continuada (BPC), embora alguns aliados digam que seria um desgaste desnecessário.

É grande a chance de que o texto enviado à Câmara desvincule o benefício do salário mínimo, como tentou fazer o ex-presidente Michel Temer, na proposta que enviou em 2016. “Se tentarem fazer isso, estão lascados”, disse um deputado da base governista.

Fonte: Correio Braziliense