Estudo da ANFIP e Diesse contesta projeções atuariais do governo

Organizado pelos professores Claudio Castelo Branco Puty, da Universidade Federal do Pará, e Denise Lobato Gentil,  da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a ANFIP (Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) lançam a publicação “A Previdência Social em 2060: as inconsistências do modelo de projeção atuarial do governo brasileiro”. O estudo, já disponível nas plataformas digitais (acesse aqui), também contou com a colaboração de Carlos Patrick A. Silva, Carlos Renato Lisboa Francês, Eliane Cristina de Araújo e Sólon Venâncio de Carvalho – economistas, engenheiros e especialistas em ciências da computação e matemática computacional.

A publicação tem por propósito promover o debate sobre as inúmeras inconsistências do “modelo” atuarial do governo brasileiro. No caso da Previdência Social, as “proezas matemáticas” geram propostas dramáticas. É preocupante que a reforma da Previdência seja justificada por projeções catastrofistas para 2060. Como amplamente comprovado no estudo, o governo não dispõe de modelo de projeção atuarial confiável, não se sabe sequer se há “modelo” atuarial, já que ele jamais foi tornado público.

“A Previdência Social em 2060: as inconsistências do modelo de projeção atuarial do governo brasileiro” dirige-se a toda classe trabalhadora; aos sindicatos, associações e movimentos sociais que se mobilizam em defesa da Previdência e da Seguridade Social; às entidades de representação profissional e empresarial comprometidas com o aperfeiçoamento das regras da Previdência e Assistência Social; aos partidos e parlamentares que irão discutir a reforma da Previdência na sociedade e no Congresso Nacional; e por fim, ao governo que é autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/2016.

O documento é um convite dos autores para um debate amplo, plural e democrático, mobilizados em defesa da cidadania conquistada com a promulgação da Constituição de 1988.

Fonte: Anfip