No Dia Nacional de Luta da Classe Trabalhadora, realizado na última quarta-feira (28/01) em todo o país, representantes da ANFIP-MG e da Frente Mineira reforçaram o repúdio dos trabalhadores contra MPs 664/14 e 665/14, que limitam direitos trabalhistas.

A ANFIP-MG, em conjunto com outras entidades que compõem a Frente Mineira em Defesa do Serviço Público (Assibge e Affemg), esteve presente, na tarde do dia 28 de janeiro, no centro de Belo Horizonte, em ato que marcou o Dia Nacional de Luta da Classe Trabalhadora, realizado, simultaneamente, em várias cidades do país, por centrais sindicais brasileiras – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSP (Conlutas).

No protesto, os manifestantes repudiaram as Medidas Provisórias 664/14 e 665/14, que restringem direitos referentes ao seguro-desemprego, abono salarial (PIS-Pasep), seguro-defeso, auxílio-reclusão, pensões, auxílio-doença e, ainda, estabelecem a terceirização da perícia médica para o âmbito das empresas privadas. Elas também condenaram a forma como foram editadas as medidas, sem consulta ou discussão prévia com a representação dos trabalhadores.

Por entender que essa é uma causa de todos os segmentos de trabalhadores – inclusive, servidores públicos -, a ANFIP-MG participou do ato, representada pelo presidente do Conselho Executivo, Afonso Ligório de Faria, pela vice-presidente Executiva, Sineida Ribeiro Sales, pela vice-presidente de Política de Classe e Cultura Profissional, Ilva Maria Franca Lauria, e pelo associado e suplente do Conselho Executivo, Aureliano Fagundes de Oliveira.

Ilva Franca aproveitou a oportunidade para defender a Previdência Social, imprescindível a todos os cidadãos brasileiros, e incentivou o movimento, que deve ser amplificado. “Estamos aqui com vocês porque, se não ficarmos atentos, se não formos para a rua e fizermos um movimento para barrar essas medidas provisórias, logo teremos outra reforma da previdência e os trabalhadores serão penalizados novamente. O governo desonerou a folha de pagamento, privilegiando os banqueiros e os empresários e agora está onerando o trabalhador. Temos que fazer como na época das Diretas Já, ir para a rua e lutar. Só assim, com pressão, com nossa força, todos juntos, é que conseguiremos manter nossos direitos”, afirmou.

Fonte: ANFIP