Seguridade Social é um tripé formado pela Saúde, Assistência Social e Previdência Social. Para viabilizar o sistema a Constituição de 1988  estabeleceu uma ampliação das bases de financiamento para além da folha de pagamento, que passaria a ser composta também pelos impostos pagos pela sociedade e por contribuições sociais vinculadas. A Carta Magna prevê também que os recursos da seguridade são vinculados e não podem, sob nenhuma hipótese, serem usados para outros fins que não os da saúde pública (no caso o SUS), da assistência social e da previdência. Até 2015 o governo usava livremente no máximo 20% de todos os tributos federais vinculados por lei a determinado órgão, fundo ou despesa.

O governo Temer decidiu, e o Congresso aprovou, prorrogar a DRU para 2023 e aumentar o percentual da tungagem para 30%, aí incluindo como vítima preferencial a seguridade.. Segundo o deputado paulista Arnaldo Faria de Sá (PTB), com a prorrogação da DRU feita na calada da noite, o governo Temer vai tirar da seguridade social só em 2017 cerca de R$ 120 bilhões, ou seja, apoderando-se de todo o superávit que saúde, assistência social e previdência acumularam nos últimos ano. Acha isso pouco? Então saiba que , segundo o parlamentar, que não é de esquerda, antes pelo contrário, a tungagem vai atingir R$ 1 trilhão até 2023. Então, é balela que a previdência social esteja quebrada. Mas vão acabar quebrando não só a previdência, mas também a saúde e a assistência social.

Isso explica em certa medida, o açodamento do governo TEMERário para aprovar a reforma da previdência, que prevê um futuro negro para os trabalhadores que ainda não se aposentaram. Esses só poderão se aposentar com a idade mínima de 65 anos e 49 anos de contribuição. A maioria não viverá para gozar a aposentadoria ou conseguirão se aposentar quando já estiverem com o pé na cova.

Como a seguridade social é a galinha dos ovos de ouro desse governo insensível e irresponsável, ações de delapidação também da saúde e da assistência social estão a caminho. Não é por outra razão que o ministro da saúde está se esforçando para  autorizar os convênios médicos a criarem planos de saúde populares, como forma de reduzir o tamanho do SUS. O fato de Ricardo Barros ter recebido doações de campanha de grupos como o Aliança e a Unimed Paraná é apenas detalhe.

Fonte:  blogs.odiario.com